sábado, 7 de abril de 2018

A Revolução Francesa

Nas décadas de 1770 e 1780, a França foi afetada por uma grave crise económica e financeira. Os ministros das finanças de Luís XVI, propunham, como solução da crise, o pagamento de impostos pelo Clero e pela Nobreza. Para o efeito foram convocados os Estados Gerais, mas as três Ordens não se entenderam sobre o sistema de votação. Então, o Terceiro Estado, porque considerava representar a maioria da Nação, instituiu-se em Assembleia Nacional.  Em 14 de Julho de 1789, o povo, em Paris, apoderou-se da Bastilha, prisão do Estado e símbolo do Absolutismo, provocando tumultos que se alastraram por toda a França, com assaltos a castelos e residências senhoriais.
 A Assembleia Nacional, na qualidade de Assembleia Constituinte, para acalmar os ânimos e estabelecer uma nova ordem,  tomou medidas revolucionárias:
  • a abolição dos direitos feudais;
  • a publicação dos Direitos do Homem e do Cidadão;
  • a elaboração de uma Constituição.

O Clero e a Nobreza gozavam de grandes privilégios e o Terceiro Estado sujeito a impostos e obrigações.



A 4 de Agosto de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte pôs fim aos direitos feudais (banalidades e corveias, dízima ao clero, venda e compra de cargos) e aos símbolos das ordens privilegiadas (como os brasões da nobreza e os chapéus dos cardeais).


A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,  aprovada pela Assembleia Constituinte, em 26 de Agosto de 1789,  enumerava os direitos naturais de cada cidadão, destacando os princípios da liberdade (de opinião, de culto, de reunião), de igualdade (jurídica e fiscal) e de soberania popular.

A Consituição aprovada em 1791, estabeleceu a separação dos poderes (executivo, legislativo e judicial), pelo que consagrou a soberania da Nação e limitou o poder do rei. O rei Luís XVI não concordava com as mudanças operadas em França e acabou por ser acusado de traição por conspirar contra o regime. Em consequência, a Monarquia Constitucional foi suspensa e proclamada a República

A França passou a ser governada por uma nova instituição - a Convenção. Pouco depois o rei foi condenado à morte (1793). Seguiu-se um período de grandes confrontos políticos entre os grupos moderados (girondinos) e radicais (jacobinos) que levou milhares de pessoas à guilhotina (período do Terror).
À Convenção sucedeu o Diretório (1795-1799), no decorrer do qual a França foi dirigida por representantes da burguesia moderada. As dificuldades económicas, sociais e políticas acabaram por levar Napoleão Bonaparte ao poder.

Em 1799, Napoleão Bonaparte, jovem e prestigiado general, foi convidado a fazer parte como 1º Cônsul do Regime instituído pelo Golpe de Estado - o 18 de Brumário - levado a cabo por políticos conservadores.
Podemos distinguir duas fases na governação de Napoleão:
  • a do Consulado (1799 a 1804) - em que partilhou o poder com outros 2 Cônsules;
  • a do Império (1804 a 1814) -  a que governou a França como Imperador.
Com vista a submeter os países que se opunham ao estabelecimento de uma nova ordem política e económica liberal, Napoleão conquistou grande parte da Europa. Em 1814  as tropas da Prússia, Áustria e Rússia entraram em Paris e Napoleão foi obrigado a renunciar ao poder e a exilar-se na ilha de Elba. No ano seguinte, Napoleão, após ter tomado novamente o poder foi, definitivamente, derrotado na Batalha de Waterloo (Bélgica) por um exército anglo-prussiano. Então, foi desterrado para a ilha de Santa Helena (no sul do Oceano Atlântico), vindo a falecer em 1821.


Bloqueio Continental (1806): bloqueio económico, imposto por Napoleão a Inglaterra, proibindo aos restantes países europeus qualquer tipo de comércio com os Ingleses.


A Legião de Honra (para condecorar os melhores servidores do Estado), o Franco (uma moeda estável) e o Código Civil (que confirmava as liberdades individuais, a igualdade perante a lei e o direito à propriedade) foram importantes medidas napoleónicas de modernização da França.
Com a Revolução Francesa uniformizaram-se os pesos e as medidas (litro, grama, metro), assim como por toda a Europa Continental.


Os ideais da Revolução Francesa - liberdade, igualdade, fraternidade - propagaram-se por toda a Europa e América Latina.
Na Europa, os exércitos franceses difundiram os novos ideais que, ao longo do século XIX, conduziram a revoluções liberais contra os regimes absolutistas.
Na América Latina, a divulgação das novas ideias desencadeou movimentos autonomistas que levaram à independência das colónias.

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