segunda-feira, 16 de abril de 2018

Cristianismo

No mundo ocidental, talvez seja esta a História mais divulgada, o que não significa que todos a entendam. É a História do Cristianismo, isto é, a História de Cristo, das suas ideias, transmitida, sobretudo, pelos seus seguidores e intérpretes.


Jesus Cristo nasceu na época do Imperador Octávio César Augusto, em Belém, na Judeia. Jesus era um judeu israelita, de origem muito humilde. Jesus exerceu a profissão de carpinteiro, mas, desde cedo, desenvolveu ideias muito próprias. A partir dos 30 anos, começou a defendê-las em público, não tardando a ter seguidores fiéis. Apresentava-se como Messias, o Filho de Deus que vinha à Terra com a missão de salvar a Humanidade. Dizia isto numa terra oprimida pelos Romanos.
Tudo leva a crer que Jesus era um homem de discurso impressionante e que a religião que pregava era uma religião da palavra. Jesus Cristo recorria às parábolas (mensagens contadas em forma de história do quotidiano, mas com fundo moral). Anunciava algo de novo: uma religião de amor aos Homens e a Deus. Oferecia a salvação eterna que apenas se conseguia através da virtude, do amor ao próximo e da fé na palavra de Deus. Afirmava que a morte era apenas a passagem para uma vida nova, eternamente vivida no reino de Deus. Igualdade entre os homens, fraternidade, caridade, humildade, condenação da opressão, da injustiça e da violência são os traços principais da mensagem de Jesus Cristo.
Os cristãos, com base nestes valores, tornaram-se opositores ao Império Romano e, sobretudo, ao seu modelo de sociedade esclavagista. Não é de estranhar, portanto, que desde cedo as ideias de Cristo tenham enfurecido os Romanos e o Imperador.
De facto, os Romanos temiam Jesus, pois a sua pregação negava o culto ao Imperador, convidando à revolta dos Judeus contra o Império. Pôncio Pilatos, governador da Palestina, não tem outra saída se não julgá-lo. Cristo é assim interrogado e condenado à morte.

A verdade é que desde então, a sua doutrina permaneceu no Mundo inteiro, graças à ação dos apóstolos (nome dado por Cristo aos 12 homens escolhidos por ele para pregarem a mensagem cristã). Os mais humildes foram os que primeiro acolheram o Cristianismo, mas progressivamente as classes superiores foram tomando como suas as novas ideias.

A data do nascimento de Cristo foi escolhida, no mundo ocidental, como a do início de uma nova Era: a Era cristã.
Os discípulos de Jesus registaram os acontecimentos da sua vida e o seu pensamento nos Evangelhos. A Bíblia é o livro sagrado dos cristãos e é constituída pelo Antigo Testamento (Livros sagrados do Judaísmo) e Novo Testamento ( Evangelhos e outros livros sagrados).

A recusa de prestar culto ao Imperador e aos seus deuses romanos, originou perseguições brutais aos cristãos. Todos os que não renunciavam à nova fé eram condenados à morte: lançados às feras no Coliseu, crucificados ou queimados vivos. No entanto, a resistência dos Cristãos aos Romanos começou desde cedo: os cristãos organizam-se, reúnem-se e escondem-se em longos corredores subterrâneos, as catacumbas.
No ano 313, o Imperador Constantino converte-se ao Cristianismo, decretando a liberdade religiosa através do Edito de Milão. Finalmente, em 380, o Imperador Teodósio declara o Cristianismo a religião oficial do Estado Romano, proibindo os outros cultos – Édito de Tessalónica.



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